NUNGARA

Créditos

Produção: Na Real Cultural
Roteiro: Danilo Custódio e Luciano Maccio

Direção: Danilo Custódio

Produção Executiva: Cássia Hauari

Em desenvolvimento

Previsão de lançamento: 2021

Audiovisual, Curta metragem

Ficção / 15'

Paraná / Brasil

16 anos

Sinopse

 

Thaynara, jovem indígena que vive no interior do Brasil, encontra-se aprisionada em uma existência de submissão e prostituição. Ao se deparar com o assassinato de uma amiga de trabalho, acaba descobrindo que sua própria vida está em risco, e inicia uma fuga desesperada para bem longe dali.

Apresentação

Nungara é um projeto para a realização de um curta metragem de ficção que aborda como tema central a condição de vida da mulher indígena brasileira. Trata-se de uma história que se passará numa região onde o progresso é lento e o revólver ainda é o advogado, o juiz e o executor. Onde o trabalho braçal da vida rural não possui legislação e é controlado pela força bruta dos capatazes da indústria mundial de alimentos. Nesse lugar repleto de plantações e pastos, acorda-se cedo e trabalha-se muito. Uma vida simples e mecânica, onde poucos têm o privilégio de descansar numa tarde ao sol.

É nesse universo que vive Thaynara, jovem bonita de origem indígena que ganha a vida no único bordel da região. E foi sempre assim, desde que ela era uma criança. No começo, o trabalho era na cozinha e na limpeza dos quartos, mas conforme ela foi crescendo, cresceram também os olhares vorazes sobre seu corpo e não demorou muito para que fosse “promovida”. Com o passar dos anos naquele lugar, observando tudo com atenção desde criança, Thaynara compreendeu que todos aqueles trabalhadores cansados precisavam de um ombro não apenas para descansar e conversar, mas principalmente para algo mais.

Nesse ambiente de idas e vindas de corpos e rostos que ela acaba conhecendo o amor e o medo, dois extremos provocados por dois homens diferentes. O medo vem daquele que todos chamam de patrão, o dono das terras do lugar que sempre esbanjou abundância e, por consequência, poder. O amor vem do empregado, um homem cansado, curtido pelo trabalho sob o sol impiedoso; um peão de moral duvidosa, mas inabalável. É nessa mistura de amor e medo que Thaynara descobre a vida que cresce dentro de si. Mas o medo acaba sufocando o amor e a cria, ainda no ventre, torna-se procurada de morte, pois o patrão acredita ser o pai do rebento e ele não aceitará tal herdeiro. Por não querer tirar a criança, a mãe é condenada a ir junto para o túmulo, porque assim é a lei para aqueles que nascem em um mundo de poeira, chumbo e sangue.

 

Não é sem ironia que o peão, amor de Thaynara, é escalado para dar cabo a tarefa. No caso dele, o senso de dever, assim como o medo, deve suplantar o amor. Mas aquela vida no ventre, que era considerada o motivo de todos os males, acaba sendo a salvação da mãe, que defende a ideia de que o próprio peão seja o pai. Então aquele homem de moral inabalável acaba se curvando diante da possibilidade de construir uma nova vida em família longe daquele lugar. Mas logo na primeira noite, Thaynara aproveita a única oportunidade que tem para fugir, deixando para trás aqueles homens de cultura antiga, respirando aliviada com a mão no ventre dentro do primeiro ônibus para fora dali.

Estágio do projeto

Estamos desenvolvendo um novo tratamento do roteiro e reformulando o projeto, que já passou por alguns editais.

Nungara - Imagem de referencia 1
Nungara - Imagem de referencia 3
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