Auto retrato

 

TRINDADE

Créditos

Produção: NA REAL CULTURAL
Roteiro: Danilo Custódio e Fernanda Reis

Direção: Danilo Custódio e Fernanda Reis

Sinopse

 

Vendo-se sufocada dentro de casa pela tradição patriarcal eurocêntrica, Lídia Baís começa a manifestar no seu cotidiano um comportamento transgressor, que passa a ser representado também na sua arte.
 

Em desenvolvimento

Previsão de lançamento: 2023

Audiovisual, Longa metragem

Ficção / 90'

Mato Grosso do Sul / Brasil

Livre

Apresentação

 

TRINDADE é um projeto para desenvolvimento de um Longa Metragem de ficção que abordará como tema central a socialização das mulheres nas comunidades instituídas durante o processo de modernização do interior do Brasil na primeira metade do século 20. Nosso recorte de representação será a vida e a obra da artista brasileira Lídia Baís, filha de um rico colono italiano que se tornou um importante comerciante no interior do Brasil. Mais especificamente, a premissa do roteiro é abordar alguns episódios vividos por Lídia entre os anos de 1920 e 1940, período onde foram produzidas as obras mais importantes de sua trajetória como artista plástica, escritora e compositora.

 

Trata-se, portanto, de um filme histórico. Que será escrito baseado no livro “Lídia Baís: Arte, Vida e Metamorfose”, de Fernanda Reis. O livro é parte da pesquisa de mestrado da autora e discute, através da vida e obra de Lídia Baís, o processo de modernização de pequenas cidades no interior brasileiro. Neste estudo, são analisados alguns aspectos referentes aos discursos que evidenciam essas regiões como atrasadas, conservadoras e, por vezes, paternalistas e machistas. Na busca por entender essas rotulações negativas, Fernanda conseguiu compreender que essas cidades passaram por um significativo processo de modernização não apenas do ponto de vista financeiro e tecnológico, mas também artístico e social.

No roteiro a ser desenvolvido, o enredo-base irá girar em torno de alguns episódios vividos por Amélia Alexandrina, Bernardo Baís e seus nove filhos. Dentre eles, Lídia Baís - a sétima - foi quem lutou para romper com os padrões dominantes no Brasil do início do século 20. Através de sua trajetória de vida, é possível compreender as diferentes formas de resistência empreendidas pelas mulheres que se colocavam contrárias ao modelo social instituído. Considerada louca, Lídia questionou, rompeu e reescreveu sua própria história a partir de seu comportamento transgressor. Para isso, a artista dialogou sobre diversos assuntos que a inquietavam e buscou na espiritualidade respostas a essas inquietações, encontrando na clausura sua liberdade.

 

O tom e gênero pretendido é o drama social e pessoal provocado pela repressão imposta sobre as mulheres de uma sociedade patriarcal. Faremos isso através de uma personagem que, inserida no casarão de sua família, constrói sua trajetória através de rupturas com o que lhe era imposto, ressignificando seu próprio lugar enquanto mulher e artista a partir de sua arte. O desfecho da ficção acompanhará os desfechos da vida real de Lídia, que, isolada, segue produzindo suas obras, fazendo doações aos mais pobres e ingressando na “Ordem Terceira de São Francisco”, onde é rebatizada como “Irmã Trindade”.

Estágio do projeto

 

Estamos trabalhando no argumento, buscando alternativas e pensando nos conceitos estéticos narrativos da obra, que atualmente circula por espaços de programas de financiamento para Desenvolvimento de Roteiros e em Laboratórios de Roteiro.

Última ceia baís
Sem título
Virgem com a Cruz
Sala das Paixões
Ordem Fransciscana
Lídia Baís
Mitologia
Micróbio da Fuzarca
Joana Darc das artes
Família Baís
Alegoria
Alegoria 2
Auto retrato
Alegoria Profética
Morada dos Baís
Morada_dos_Baís_antes_da_reforma